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28 de agosto de 2009

Resenha da Ética à Nicômaco

A obra Ética a Nicômaco é composta por 10 livros. Embora Aristóteles tenha voltado a tratar do tema em outros livros sobre ética[1], este é, sem dúvida, o principal de seus trabalhos no ramo.

Aristóteles nasceu em Estagira (por isso era chamado também de O Estagirita), província da Macedônia. Aproximadamente em 367 ou 366 a.C. partiu para Atenas, a fim de instruir-se nas artes filosóficas.

Na época, duas grandes instituições educacionais disputavam a preferência dos jovens. Uma delas era a Academia de Platão, que, escolhida por Aristóteles, foi sua casa por aproximadamente 20 anos.

Ali Aristóteles conheceu Platão e, ao que consta, tornaram-se amigos, apesar das divergências relativas à Filosofia. Há uma celebre frase creditada à Aristóteles: "Sou amigo de Platão, mas mais amigo da verdade".

Aristóteles teria, na Academia, criado as raízes que lhe permitiram escrever sobre Ética, alguns anos mais tarde.

O nome do livro deve-se principalmente ao compilador da obra, que foi Nicômaco, filho de Aristóteles (o pai de Aristóteles também chamava-se Nicômaco).

Aristóteles foi o primeiro filósofo a distinguir ética da política, sendo que a primeira exprime a ação voluntária e moral do indivíduo, enquanto a segunda exprime as vinculações do indivíduo com a sociedade.

Ética é uma palavra que pode ser definida como a ciência da conduta. Designa as concepções morais nas quais um ser humano tem fé.

Para Aristóteles o homem tem um único objetivo a ser perseguido:o bem.

No primeiro livro, Aristóteles dedica-se a virtude humana, que para ele são duas: as virtudes éticas e as virtudes dianoéticas.

Por virtudes éticas entende-se aquelas que nascem do hábito e as virtudes dianoéticas são aquelas que decorrem da inteligência e podem ser desenvolvidas por um ensinamento.

Por ser o bem o fim de todas as coisa, os fins distantes das ações são dos mais excelentes e os que devem ser procurados, a detrimento dos fins secundários.

No livro II Aristóteles trata da virtude. Esta é uma qualidade potencial que só se realiza quando se agem com justiça.

A virtude não é um dom e pode ser adquirida mediante o ensino. Para isto o homem precisa ser educado, justo, comedido e razoável. Ela opõe-se ao mal e possui um valor mediador que interesse à Aristóteles.

A boa legislação torna bons os cidadãos por meio dos hábitos. As virtudes e os hábitos tornam os homens justos ou não.

No livro III Aristóteles estuda o valor das ações voluntárias e involuntárias. A virtude relaciona-se com as paixões e ações voluntárias. Já o relacionamento das paixões com as ações involuntárias ocorrem por compulsão ou ignorância.

Uma ação deliberada tem origem no desejo do sujeito. Este desejo pode ser racional e pode provir de uma escolha ou de uma intenção. O homem, assim, é responsável por sua virtude e por seus vícios.

No livro IV são descritas certas virtudes éticas que o homem deve possuir.

A generosidade é o meio termo em relação à riqueza, assim como a magnificência. Já a ambição é o desejo por honra. A calma é o meio termo para a cólera.

O livro V aborda a questão da justiça, estudada nos seus mais diversos tipos e relações.

Para Aristóteles, justiça é a disposição de caráter que torna as pessoas propensas a fazer o que é justo, desejando e agindo. Quando se conhece a boa condição, a má também se torna conhecida.

As virtudes dianoéticas são estudadas no livro VI. Elas dizem respeito à inteligência e são cinco: ciência, arte, prudência, inteligência e sabedoria.

A ciência demonstra os fatos; a arte tem por objetivo a criação; a prudência é baseada no bom senso e na razão; a inteligência é a detentora dos conhecimentos e, por fim, a sabedoria é necessária para as mais elevadas ações ou reflexões.

No livro VII Aristóteles ataca os homens que utilizam o saber para objetivos nefastos.

Para ele, deve-se evitar o vício, a incontinência e a bruteza.

Os livros VIII e IX, tratam da amizade e o amor. São os livros mais conhecidos de Aristóteles.

A amizade é uma virtude fundamental, necessária para a vida. É por meio dela que o homem pode se salvar e buscar a felicidade. Homens bons são amigos.

Segue tratando os tipos de amizade, argumentando que a verdadeira amizade poupa erros, impele belas ações e constitui a força de amigos.

Por fim, no livro X o assunto é a felicidade, bem supremo procurado por todos os homens.

O exercício da virtude pode dar-se pelo prazer. Para ter uma vida feliz, os homens escolher o que é agradável e evitam a dor. O prazer é completo a todo o momento. Não há movimento ou geração no prazer, pois ele é um todo. O prazer completa a atividade como um fim alcançado.

A felicidade é atingida quando o homem se liberta dos males terrestres, mas não pode ser contínua. Por isso, é preciso ser virtuoso e respeitar os valores morais.


A resenha completa clique aqui

Fonte:Consciencia.org e Webartigos

26 de fevereiro de 2009

Aristóteles para executivos - Indicação de livro

Nas artes, nos esportes, na literatura e – principalmente – na filosofia, os ecos da Grécia Clássica continuam a ressoar em tudo o que pensamos e fazemos.



Mas, ainda seria possível extrair aplicações práticas deste manancial de conhecimento e sabedoria elaborado há tanto tempo? Para responder a este desafio o escritor Luis Carreto Clavo aproxima o pensamento de Aristóteles, considerado por muitos o mais importante e difundido pensador de todos os tempos, ao mundo dos negócios. Os grandes conceitos de verdade, bondade, unidade e amizade são detalhados e transportados para as situações concretas do dia-a-dia das empresas.







Clavo consegue mostrar que a filosofia não é apenas uma curiosidade ou uma especialização de eruditos, mas está presente em decisões que podem representar o sucesso ou o fracasso de uma corporação. Levar em conta esse conteúdo torna-se diferencial competitivo numa época em que a pressa muitas vezes atropela a reflexão. O livro passa também pela história da filosofia, ou seja, de forma didática, apresenta os principais pensadores que influenciaram a humanidade desde as origens gregas até os dias recentes.
“Vamos pensar, recapacitar-nos, refletir, ou seja, vamos filosofar” – é o convite do autor para todos aqueles que acreditam que trabalhar e crescer, gerar riqueza e resultados, é uma conseqüência do pensamento e da criatividade que a filosofia pode proporcionar.








30 de novembro de 2008

DVD DE ARISTÓTELES A STEPHEN HAWKING - (Recomendo)





Será que o Universo teve um começo? Aconteceu mesmo um BIG BANG? O que é Espaço? Haverá uma Alma Universal? Para onde nos leva a mecânica quântica? Caberá o Universo inteiro dentro de uma molécula da mente humana? O que é Deus? Poderá o Homem participar da criação do mundo? Plantas e animais têm alma? Seremos todos eternos? Estas e outras tantas questões atuais têm sido, na verdade, levantadas por estudiosos ao longo de toda a história da humanidade. Escrito, dirigido e apresentado pelo documentarista grego Paul Pissanos, DE ARISTÓTELE A HAWKING busca respostas na analise das teorias de filósofos clássicos, incluindo Pitágoras, Protágoras, Platão, Sócrates, Anaxágoras, Aristóteles e Plotino, sobre o "início do mundo". O box com 12 episódios divididos em 4 DVDs apresenta, além de encenações, a participação de professores e cientistas dos campos da filosofia, física, astrofísica, matemática e teologia, tanto da Grécia quanto de conceituadas universidades internacionais.


Fonte: Videolar.com

22 de junho de 2008

O conceito de amizade em Aristóteles

A amizade é, pois uma virtude extremamente necessária à vida. Mesmo que possuamos diversos bens, riqueza, saúde, poder, ainda assim, não será suficiente para nossa realização plena, pois nos falta a essencial e indispensável amizade. Na ética aristotélica, quanto mais influência e poder manipular um homem mais necessidade ele terá de ter amigos. A justiça e a amizade possuem os mesmos fins, mas considera-se a amizade superior a justiça, pois a justiça é utilizada para contornar nossos atos em relação ao próximo que não conhecemos. Com os nossos amigos não precisamos de justiça, pois a natureza da amizade nos é completa, como mais autêntica forma de justiça.

De acordo com a proporção da faixa etária de cada indivíduo, a amizade apresentará uma função específica. Para os jovens ela ajuda a evitar o erro, para os mais velhos serve de amparo para as suas necessidades e suprime as atividades que declinam com o passar dos anos, porque dois que andam juntos são mais capazes de agir e pensar.

Sua utilidade se estende ainda mais, ela mantém cidades unidas, pois assegura a unanimidade e repele o faccionismo. Por conta disso, afirma Aristóteles:

A amizade não é apenas necessária, mas também nobre, pois louvamos os homens que amam os seus amigos e considera-se que uma das coisas mais nobres é ter muitos amigos. Ademais pensamos que a bondade e a amizade encontram-se na mesma pessoa.

A condição necessária e basilar para se formar uma amizade se dá pelo conhecimento de uma a outra pessoa que desejam entre si reciprocamente o bem. Assim como a condição específica para ser objeto de amor é ter um caráter bom, agradável e útil.

Acrescenta Aristóteles que deve existir mais de uma forma de amizade, neste sentido apresenta três espécies de objetos de amor: o que é bom, ou o agradável, ou útil.

Destes três objetos nascem três espécies de amizade. Encontra-se em situação de superioridade aquela que é motivada pelo bem, pois é duradoura. Enquanto a agradável está relacionada aos jovens e a terceira parece existir principalmente entre as pessoas idosas, pois nesta idade buscam não o agradável, mas o útil. Nestes tipos de amizades as pessoas buscam seus próprios interesses para terem alguém que lhes proporcionem prazer ou alguma utilidade. Não ama o amigo por ele mesmo, mas na medida em que ele pode proporcionar algum bem, utiliza a amizade para conseguir outra coisa, de modo que o amigo é tido como um meio; não como um fim. O verdadeiro amigo quer as coisas para as pessoas a quem ele ama, o amigo por acidente as quer para si.

Segundo Aristóteles, o requisito essencial para a amizade é “a consciência, a qual só é possível se duas pessoas são agradáveis e gostem das mesmas coisas”. Entretanto, se a ausência é demorada parece provocar o esquecimento da amizade.

A amizade perfeita é aquela que existe entre homens que são bons e semelhantes na virtude, ou seja, há a reciprocidade de caráter e de objetivos, conseqüentemente portará a tendência de ser perene. Sua exigência peculiar resume-se em tempo e intimidade e a verdadeira amizade é invulnerável a calúnia.

Há uma outra espécie de amizade que envolve a desigualdade entre as partes, por exemplo, a amizade entre pai e filho, entre velho e jovem, entre marido e mulher, e em geral a amizade entre quem manda e quem obedece. Como tornar proporcional a amizade entre os desiguais?

São consideradas amizades acidentais aquelas que se fundamentam no interesse derivada do amor a utilidade e não ao outro por si mesmo, assim elas são facilmente capazes de se fragmentarem quando uma das partes cessa de ser agradável ou útil, pois existia apenas como um meio para se chegar a um fim.

Já que a igualdade é característica essencial da amizade e que ela exerce os mesmos atos também na justiça, aquele que for melhor para com o outro deverá receber mais amor, para que assim estabeleça-se a proporção.

Por outro lado, ser amado é algo bom em si mesmo, e por isso parece ser melhor ser amado que receber honras, conseqüentemente a amizade parece ser desejável por si mesma. Mas a natureza da amizade consiste muito mais em amar do que ser amado, por exemplo, o amor de uma mãe pelo seu filho. É dessa maneira que pessoas desiguais podem ser amigas, sendo possível a igualdade entre eles. Desta forma, a amizade que se forma entre contrários visa à utilidade.

Em resumo, podemos concluir a partir de Aristóteles que:

Podemos dizer que amar assemelha-se à atividade, e ser amado à passividade: amar e ter várias formas de sentimentos amistosos são atributos dos homens mais ativos.

Fonte: Consciência.org

31 de maio de 2008

Aletheia Agorah




Aletheia Agorah veio para incomodar o mundo virtual.

Os integrantes são dois: Marcos e Roberson.



São filósofos e teólogos por convicção, moram em um lugar distante da civilização, trabalham na área de ensino, porque para pagar a conta do speedy não basta saber filosofia e teologia, precisam trabalhar também, gostam de tratar de assuntos de A a Z no dia-a-dia, devido aos seus conhecimentos nestas duas áreas, eles tendem a entrar em devaneios por várias vezes ao dia. Esta amizade é de longa data desde 1999.
Os momentos no blog serão tratados da seguinte maneira: serão lançadas idéias dos dois integrantes, nem sempre irão comungar das mesmas idéias. Irão também postar materiais academicos de professores que foram acumulados em todos estes anos e matérias de sites especializados em filosofia e teologia.


O Por que Aletheia Agorah?

A palavra "aletheia" traduzindo do grego quer dizer a VERDADE, ou seja, dizer sobre o que de fato está na realidade manifesta, em oposição ao que está oculto, não manifesot e no engano; o verdadeiro é o evidente ou plenamente visível para a razão. Aristóteles, filósofo grego, propondo uma teoria da verdade, disse que a verdade é dizer sobre algo aquilo que de fato ele é, ou dizer aquilo que ele não é. Quando dizemos: a água é translúcida. Estamos falando a verdade, pois estamos dizendo da água aqui que lhe é próprio e podemos verificar experimentalmente tal qualidade. A palavra Agorah significa um espaço público na constituição da pólis, de discussão e publicação de artigos, um espaço de leitura, reflexão e aprendizado. Na Grecia era um espaço livre de edificações, configurada pela presença de mercados e feiras livres em seus limites, assim como por edifícios de caráter público.