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19 de junho de 2009

Bento XVI chama atenção do G8 sobre papel social da religião

Em plena crise econômica, Bento XVI chamou a atenção dos líderes da comunidade internacional, especialmente os que fazem parte do grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia (G8), sobre o papel social que a religião desempenha.

Além disso, o pontífice convidou a cúpula do G8 – que se realizará na cidade italiana de L’Aquila de 8 a 10 de julho – a adotar medidas que promovam o bem comum.

O Papa deixou sua mensagem final da audiência de hoje ao dirigir-se aos participantes da conferência internacional de diálogo inter-religioso, que se organizou em Roma entre os dias 16 e 17 de junho, para a elaboração de um documento conjunto dos representantes religiosos que se entregará aos líderes do G8.

O encontro inter-religioso é organizado pela Conferência Episcopal Italiana, em colaboração com o Ministério das Relações Exteriores.

“Confio – confessou o Papa – em que chamará a atenção dos líderes políticos mundiais sobre a importância das religiões para o tecido social de toda sociedade e sobre o sério dever de garantir que suas deliberações e políticas apoiem e promovam o bem comum.”

Por este motivo, o Papa invocou, na Praça de São Pedro, “sobre todos aqueles que participam do encontro, a abundância das bênçãos do Onipotente”.

Entre os participantes deste encontro inter-religioso, encontra-se Sua Beatitude Aram I, Catholicós da Cilícia dos Armênios; o ex-rabino-chefe do exército israelita, Mordechai Piron; o Grão-Mufti de Sarajevo, Mustava Ceric; e o presidente da Rissho Kosei Kai do Japão, Nichiko Niwano.

Outros participantes são o arcipreste George Riabykh, do patriarcado de Moscou; o reverendo Nikolaus Schneider, da Igreja Evangélica de Rhineland (Alemanha); o reverendo Leonid Kishkovsky, da Conferência de Religiões pela Paz (Estados Unidos).

Entre os representantes católicos, encontra-se o presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, cardeal Jean-Louis Tauran; o bispo Vincenzo Paglia, presidente da Comissão Episcopal Italiana para o Ecumenismo e o Diálogo; Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares; e Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de S. Egídio.

Os representantes foram recebidos nesta terça-feira pelo presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, quem sublinhou que é “essencial um restabelecimento dos valores espirituais e morais que ficaram ausentes em boa parte” das decisões “de muitos sujeitos econômicos e políticos do mundo nos anos passados”.

Para ele, são valores que podemos encontrar precisamente nas religiões. O presidente, antigo militante comunista, afirmou que, segundo sua visão, “reconhecemos plenamente que o fato religioso, a presença religiosa” têm “ uma dimensão pública e um valor público.

A cúpula começou na terça-feira de manhã, com uma visita de mais de 100 líderes religiosos às populações de L’Aquila, atingidas pelo terremoto de 6 de abril, e sua conclusão estava prevista para a tarde desta quarta-feira, com a aprovação do documento final.

Fonte: Zenit

23 de maio de 2009

Papa lança Portal Online



O Vaticano lançou esta semana um portal para o publico mais jovem, o www.pope2you.net (Papa para ti), que é mais uma medida tecnologica que o papa adopta para entrar em contacto do as pessoas de cariz religioso.

Em janeiro, o papa lançou um canal próprio no YouTube. O novo portal promove a fé católica e oferece aplicativos que permite que usuários do Facebook e de iPhone se integrem ao portal.

De acordo com o coordenador do projecto, padre Paolo Padrini, este novo portal pope2you irá abrir portas a Igreja Católica para um novo “continente” a ser evangelizado.

“Estas aplicações abrem a Igreja ao mundo das redes sociais, umaespécie de continente, onde os jovens podem ajudar a levar a fécatólica”, disse Padrini na apresentação do portal no Vaticano.


Colaboração: Rodney Eloy


Fonte: Ipjornal

19 de fevereiro de 2009

Para padre luso, críticas de Boff refletem 'ressentimento'


Lisboa, 12 fev (Lusa) - O padre português António Vaz Pinto, que conviveu com Joseph Ratzinger, hoje papa Bento 16, afirmou que o teólogo brasileiro Leonardo Boff foi "infeliz" nas declarações contra o pontífice, motivadas por um antigo "ressentimento", embora admita "erros dos serviços do Vaticano" na reintegração do bispo que nega o Holocausto.

"Infelizmente, noto também um bocado de ressentimento [de Boff] por uma história pessoal que não deveria aqui estar", disse à Agência Lusa o ex-alto comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, que, assim como Boff, conviveu na Alemanha com Ratzinger.Boff defendeu que o papa se revelou "politicamente desastrado" e um "pastor medíocre", pela forma como geriu as declarações de bispos católicos sobre o Holocausto, e que, desde que Ratzinger foi ordenado cardeal e presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, "mostrou suas raízes bávaras, de um cristianismo rústico e muito tradicional".Vaz Pinto ressaltou o papel "muito positivo e marcante" de Boff na teologia, "sobretudo na sul-americana e da Libertação", mas também a "situação pesada" em que abandonou a Igreja e a Ordem Franciscana."São declarações um pouco infelizes. [Raztinger] não é de todo um teólogo rústico devido às suas origens bávaras, como ele diz, é um homem finíssimo e as suas obras de teologia são indiscutivelmente de grande qualidade", afirma o diretor da revista Brotéria.

QuestõesBoff e o então cardeal Ratzinger protagonizaram um intenso debate ideológico, sobretudo na década de 1980, que culminou num processo formal contra Boff no Vaticano, e na imposição de um "silêncio obsequioso" ao frade brasileiro, que acabou por se desligar da Igreja em 1992.A abordagem de Boff foi qualificada pelo Vaticano como "uma tentativa superficial e oportunista de adequar a suas preferências políticas, no caso a revolução marxista-leninista, à milenar teologia católica", segundo a revista Veja.Para Vaz Pinto, "não deve ter havido o cuidado suficiente" da parte do Vaticano na suspensão da excomunhão dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio 10º , entre eles o inglês Richard Williamson, que pouco depois de readmitido pelo Vaticano negou publicamente o Holocausto.

"Houve um erro de serviços que estavam em contato com eles [bispos] que deviam saber quais eram as suas opiniões - ainda por cima parece que ele já tinha dito coisas semelhantes no passado. Isto não foi detectado e acontece esta coisa lamentável que é [Bento 16] anunciar a reintegração e no dia seguinte Williamson negar o Holocausto", afirmou.As declarações causaram grande celeuma na Alemanha, e a própria chanceler Angela Merkel pediu explicações ao Vaticano."Quando percebeu o que se tinha passado, o papa foi claríssimo e exigiu a retratação pública [de Williamson], sem a qual ele não será reintegrado. Fez o que havia a fazer", defendeu.O bispo Richard Williamson integra um grupo de prelados que contesta o Concílio Vaticano 2º e as propostas de reconciliação entre católicos e judeus."Reconciliação"

"Tanto este papa como o anterior têm feito tudo para que se encontre uma solução de compromisso que passa pelo reconhecimento daqueles que se separaram da doutrina do Concílio Vaticano 2º. Não é vir como estavam; se não reconhecem, a reconciliação é impossível", afirmou Vaz Pinto."Um papa tem uma obrigação estrita muito forte de fazer tudo para manter a unidade da Igreja. Houve falhas, mas todas as pessoas e todos os papas as têm. Atribuir isto a uma atitude ultraconservadora, e que estes são os bispos da simpatia [de Ratzinger], a meu ver isso é música", defendeu.A contemporização, quer com setores conservadores da Igreja, quer com os mais progressistas, é o "preço a pagar para manter uma união", disse Vaz Pinto.

Colaborador: Rodney

3 de novembro de 2008

Papa se reúne com físico Hawking em evento sobre evolução




O papa Bento XVI disse nesta sexta-feira para um grupo de cientistas, incluindo o cosmólogo britânico Stephen Hawking, que não há contradição entre acreditar em Deus e na ciência. Bento 16, que se reuniu brevemente com físicos durante evento da Academia Pontifícia de Ciências, descreveu a ciência como uma busca pelo conhecimento da criação de Deus. "Não há oposição entre o entendimento pela fé e a prova da ciência empírica", disse o papa. "Galileu viu a natureza como um livro cujo o autor é Deus".



No século XVII, a Igreja Católica acusou o astrônomo Galileu de heresia por insistir que a terra girava em torno do sol. E não reconsiderou a acusação até 1992. Hawking é um dos convidados para a longa semana de eventos que irão explorar o tema: "Compreensões Científicas para Evolução do Universo e da Vida". Em uma entrevista à Reuters no último ano, Hawking disse que "não é religioso no senso comum". "Eu acredito que o universo é governado por leis da ciência", disse ele. "Essas podem ser decretadas por Deus, mas Deus não intervém para quebrar as leis". A Igreja Católica ensina a "evolução teísta", que reconhece a evolução como teoria científica.



Adeptos da doutrina acreditam que não há razão para Deus não usar um processo evolutivo na formação das espécies humanas. O papa elogiou a tecnologia que permite Hawking discursar por um sintetizador de voz. Uma doença muscular fez com que Hawking perdesse sua voz. Stephen Hawking, autor do best-seller Uma Breve História do Tempo, irá falar sobre a origem do universo, em um evento restrito.

Fonte: Estadão

1 de novembro de 2008

Estamos em dívida com o Concílio Vaticano II - Bento XVI

«Os documentos conciliares não perderam sua atualidade com o passar do tempo», mas ao contrário, «revelam-se particularmente pertinentes em relação às novas instâncias da Igreja e da presente sociedade globalizada». Foi o que afirmou hoje o Papa Bento XVI, em uma extensa mensagem aos participantes do Congresso Internacional «O Vaticano II no Pontificado de João Paulo II», organizado pela Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura - Seraphicum - e pelo Instituto de Documentação e de Estudo sobre o Pontificado de João Paulo II.

Segundo o Papa, «todos nós somos verdadeiramente devedores deste extraordinário acontecimento eclesial», do qual recorda que teve «a honra de participar como especialista».
«Tornar acessível ao homem de hoje a salvação divina foi para o Papa o motivo fundamental da convocação do Concílio, e foi com esta perspectiva que os Padres trabalharam», explica Bento XVI.

Neste sentido, o Papa elogiou a figura e obra do Papa João Paulo II, «que naquele Concílio ofereceu uma contribuição pessoal significativa como Padre conciliar, da qual se converteu depois, por vontade divina, em executor primário durante os anos de seu pontificado».
João Paulo II «acolheu praticamente em todos os seus documentos, e ainda mais em suas decisões e em seu comportamento como pontífice, as instâncias fundamentais do Concílio Ecumênico Vaticano II, do qual se converteu em intérprete qualificado e testemunha coerente», afirma.
O Concílio, acrescenta, «brotou do coração de João XXIII, mas é mais exato dizer que em último termo, como todos os grandes acontecimentos da história da Igreja, brotou do coração de Deus, de sua vontade salvífica».

«A múltipla herança doutrinal que encontramos em suas constituições dogmáticas, nas declarações e nos decretos, estimula-nos ainda agora a aprofundar na Palavra do Senhor para aplicá-la ao hoje da Igreja, tendo muito presentes as necessidades dos homens e mulheres do mundo contemporâneo, extremamente necessitado de conhecer e experimentar a luz da esperança cristã.»

O pontífice augura aos congressistas que se aproximem «dos documentos conciliares para buscar neles respostas satisfatórias aos muitos interrogantes de nosso tempo», seguindo o exemplo de São Boaventura, padroeiro do Seraphicum, instituição que organizou este congresso.
«A sede de salvação da humanidade, que animava os Padres conciliares, orientando seu empenho na busca de soluções a tantos problemas atuais, não estava menos viva no coração de São Boaventura frente às esperanças e às angústias dos homens de seu tempo», acrescenta.
«A meta última de todas as nossas atividades deve ser a comunhão com o Deus vivo. Assim, também para os Padres do Concílio Vaticano II, o fim último de todos os elementos da renovação da Igreja foi guiar ao Deus vivo revelado em Jesus Cristo», conclui o Papa.

31 de outubro de 2008

Sínodo apresenta 55 proposições a Bento XVI

Entre as novidades, pede-se abertura do leitorado às mulheres
As sessões de trabalho do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus terminaram ao meio-dia deste sábado, com a aprovação das 55 proposições que a assembléia sinodal apresentou a Bento XVI.

As proposições foram votadas eletronicamente nesta manhã pelos 244 padres sinodais presentes na sala. Para serem aprovadas, cada uma delas deveria receber pelo menos dois terços dos votos. O voto era placet (sim) ou non placet ( não).

Todas as proposições apresentadas foram aprovadas, confirmando os comentários que os padres sinodais haviam feito durante a assembléia, segundo os quais este foi talvez o sínodo de maior consenso desde que se reintroduziu a instituição após o Concílio Vaticano II.

As duas primeiras proposições constituem a «Introdução». Nelas se pede que o Papa leve em consideração estas propostas, assim como os documentos surgidos do Sínodo e sua preparação, para redigir o documento que recolherá os resultados da XII Assembléia sinodal dos bispos do mundo inteiro.

Primeira parte

A primeira parte em que se dividem as proposições, «A Palavra de Deus na fé da Igreja» (proposições 3 a 13), faz propostas para que as comunidades católicas compreendam e vivam melhor sua relação profunda com a Palavra, Jesus Cristo, a quem é possível encontrar na leitura e na meditação das Escrituras.

Sublinham o papel do Espírito Santo, da Igreja e da Tradição, assim como sua íntima relação com a Eucaristia.

Três proposições apresentam a Palavra de Deus como Palavra de reconciliação, Palavra de compromisso a favor dos pobres e fundamento da lei natural. Estas proposições analisam também a relação inseparável entre o Antigo e o Novo Testamentos.

Segunda parte

A segunda parte do documento (proposições 14 a 37) trata do tema «A Palavra de Deus na vida da Igreja». Entre outras coisas, oferecem idéias concretas para melhorar as homilias, pede-se uma revisão do Lecionário – a seleção de leituras bíblicas utilizadas na liturgia –, promove-se a Lectio Divina (leitura orante da Escritura) e se pede a abertura do ministério do leitorado às mulheres.

Nesta parte se solicita também a superação do dualismo entre exegetas e teólogos, assim como entre exegetas e pastores, reconhecendo a cada um sua tarefa insubstituível.

A proposição número 37 contém um elemento histórico, pois acolhe a contribuição do patriarca Bartolomeu I de Constantinopla, quem, pela primeira vez, interveio em um sínodo mundial católico. Desta forma, pela primeira vez, o magistério de um patriarca ortodoxo poderia começar a fazer parte do magistério ordinário do Papa.

Terceira parte

A terceira parte recolhe as proposições 38 a 54, sobre «A Palavra de Deus na missão da Igreja». Nela se fala da Palavra e da arte, da Palavra e da cultura, assim como da tradução e da difusão da Bíblia.

Outros temas tratados são o da transmissão da Palavra através dos meios de comunicação social, assim como a questão da leitura fundamentalista da Bíblia e o fenômeno das seitas.

Outros temas do capítulo são o diálogo inter-religioso, a promoção de peregrinações e estudos na Terra Santa, «quinto evangelho», o diálogo com os judeus e com os muçulmanos e a relação entre Palavra e custódia da criação.

A última proposição, escrita como conclusão (número 55), é dedicada a Nossa Senhora, modelo de fé do crente, e nela convidam a promover a oração do Ângelus e do terço, contemplação da Palavra com os olhos da Mãe de Cristo.

Trabalho esgotante

As proposições foram redigidas, com a ajuda dos relatores dos grupos de trabalho lingüísticos do Sínodo (círculos menores), pelo redator geral deste Sínodo, cardeal Marc Ouellet, P.S.S., arcebispo de Québec (Canadá), e pelo secretário especial, Dom Laurent Monsengwo Pasinya, arcebispo de Kinshasa, presidente da Conferência Episcopal da República Democrática do Congo.

Esta equipe de trabalho chegou a passar toda uma noite sem dormir para poder apresentar ao Sínodo uma versão definitiva das proposições, capaz de receber um consenso tão compartilhado.

Normalmente, as proposições têm um caráter secreto, mas Bento XVI pediu à secretaria do Sínodo que sejam publicadas em uma tradução em italiano, «provisória» e «não-oficial».


Fonte: Zenit

17 de outubro de 2008

PAPA CONVOCA A XII ASSEMBLÉIA DO SÍNODO DOS BISPOS PARA 2008. TEMA: "A PALAVRA DE DEUS NA VIDA E NA MISSÃO DA IGREJA"

A XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, sobre o tema "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja". A assembléia sinodal vai se realizar, no Vaticano, de 5 a 26 de outubro de 2008.Bento XVI recordou, reiteradas vezes, que "Igreja e Palavra de Deus estão inseparavelmente ligadas entre si", porque, como diz São Pedro, "nenhuma Escritura profética pode estar sujeita a explicação privada".No dia 16 de setembro do ano passado, celebrando o 40º aniversário da constituição conciliar sobre a Divina Revelação "Dei Verbum", ele havia recordado ter sido uma das testemunhas da elaboração desse documento, participando "em primeira pessoa, como jovem teólogo, das discussões que a acompanharam".Graças também ao impulso dado pela "Dei Verbum" _ ressaltou o Papa naquela ocasião _ "foi mais profundamente reavaliada a importância fundamental da Palavra de Deus" e daí derivou "uma renovação na vida da Igreja, sobretudo na pregação, na catequese, na teologia, na espiritualidade e no próprio caminho ecumênico". (RL)