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5 de junho de 2008

A atitude do indivíduo diante da morte

Das colunas de revista Manchete e dos outdoors que vemos nas ruas, rostos jovens riem e sorriem para nós. O programan de televisão "Fantástico" quase não apresenta reportagens sobre asilos de velhos. O Brasil é nação jovem! (falsa noção). O que nossos contemporâneos sabem sobre a morte reduz-se a um conhecimento geral que, aliás, é muitas vezes reprimido. Não se fala da morte.
É mais fácil falar para o nosso íntimo: "Não existe morte"!
O que lemos sobre pessoas acidentadas e vítimas fatais só se refere aos outros, nunca a nós mesmos. A morte está confinada ao outro lado dos muros dos hospitais e das UTIs, ou, então, presta-se ao sensacionalismo para os que assistem às notícias de telejornais ou para os que lêem os jornais. Esta situação básica não foi alterada sequer em decorrência do interesse despertado pelas chamadas "reportagens sobre a vida após a morte".
O famoso livro Vida depois da vida, de Raymund A. Moody, alcançou recorde de vendas no mundo inteiro, vindo a ser o precursor de uma infinitude de reportagens e publicações recentes. Mas, apesar de tudo isso, no dia-a-dia do homem comum, o tabu da morte ainda nçao foi quebrado. De nada adiantou à Igreja pôr os seus fiéis, todos os anos, em confronto com as questões sbore a morte e a ressurreição, de acordo com o seu ciclo litúrgico. As pessoas nçao gostam de falar da morte, mesmo em caso de falecimento de familiares mais ou menos chegados. E, apesar disso, encontramos na morte o grande mistério do ser humano, talvez até um dos maiores. Se questionarmos o que vem a ser o homem, então a resposta a essa pergunta dependerá sempre, de algum modo, da meneira como nos posicionamos ante a morte de determinado homem. Não ante a morte do homem como indivíduo, mas, sim, ante a própria morte como fato.
Fugir da reflexão sobre a morte significa fugir da reflexão sobre o homem
Assim, pois, a rejeição da reflexão sobre a norte se revela como sendo a rejeição da reflexão sobre o ser humano.
O ser humano como toda a sua grandeza e a sua fraqueza, com a sua procura do infinito e a lembrança constante das limitações que lhe são impostas pela sua "condição humana". Talvez seja isso que nos impede de tratarmos, frente a frente, da questão da morte.
É que a indignação sobre a morte está forçosamente associada à questão do fim e também à questão se após o fim haverá ainda alguma outra coisa, ou não.
Se a morte significa o fim propriamente dito, então é certo dedicar-se à vida e esquecer a morte: assim, não há morte porque eu a reprimo, e com razão. Assim, a morte não existe porque é apagada do meu consiciente parar que eu possa viver. O que conta, então, é a vida e nada mais. E à medida que a vida se mostra sem sentido, apesar de toda insinuação da propaganda, a morte também se torna fato absurdo que, de repente, surpreende o ser humano. Ou, como formulou Fritx Leist: "A falta de sentido da vida e o absurdo da morte fazem um pacto".

Para pensar:
1) Será mesmo que a morte que temos medo é fisica ou psicológica?
2)Não pensamos na morte e nas últimas coisas que nos acontecem?


Fonte: BLANK, R. J. Escatologia da pessoa. São Paulo: Paulus, 2000.


4 de junho de 2008

XV SEMANA DE FILOSOFIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS (UFG)

X SEMANA DE INTEGRAÇÃO GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO
Homenagem especial 50 anos de publicação de A condição humana, de Hannah Arendt
9 – 13 de junho de 2008 Goiânia, Goiás

Conferencistas
Hans Christian Klotz (UFSM)
Maria das Graças de Souza (USP)
Maria Lúcia Cacciola (USP)
Theresa Calvet de MagalhãesYara Frateschi (Unicamp)

Mini-cursos

Eduardo Pellejero (Univ. de Lisboa)
Hans Christian Klotz (UFSM)
Waldomiro José da Silva Filho (UFBA)

Mesas-redondasComunicações
Inscrição para apresentação de comunicações para a X Semana de Integração Graduação e Pós-graduação (20 min., com 10 min. de discussão):
1) até 05 de maio, pelo endereço eletrônico semanadefilosofiaufg@yahoo.com.br.
2) a data para inscrição no evento como ouvinte será divulgada posteriormente;
3) as vagas para apresentação de comunicações são limitadas;
4) cada inscrito só poderá submeter um resumo;
5) os resumos deverão ter o seguinte formato:
a) Título
b) Nome
c) Instituição/curso
d) Palavras-chave (no máximo 06)
e) O texto dos resumos deverá conter de 500 a 1000 palavras e estar em formato Word/2003.
Obs.: Não haverá publicação de caderno de resumos. A programação será divulgada via internet, em página a ser divulgada em breve, ocasião da publicação da programação definitiva, no dia 12 de maio.

• Haverá uma seleção dos trabalhos, apenas dentre os efetivamente apresentados, para publicação integral na revista on-line Cadernos de filosofia da UFG.
Local: UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

Comissão organizadora
Adriano Correia
André Porto
Araceli Veloso
Ralph Gniss
Rogério Saucedo Corrêa
Leonardo Bernardes