13 de setembro de 2009

Um relato sobre o livro de Ester em comunidade

Fiz minha exposição de Éster no dia 08 de novembro de 2003 às 19h na comunidade São Savério, na Paróquia Santa Cristina, no Parque Bristol, onde reuniram-se 22 pessoas, onde 18 eram mulheres, 2 criança e 1 homem e uma jovem, nisto refletimos o livro de Éster.
Vimos o filme de Éster, e logo depois fizemos o momento de partilha em grupo.
No inicio foi cantado um canto que uma das mulheres da comunidade escolheu para iniciarmos, depois fiz uma pequena introdução do filme.


O assunto do livro

A história contada no livro de Éster se desenrola em Susa, uma das capitais do império persa, no tempo do rei Xerxes (chamado de Assuero). O texto grego já fala do rei Artaxerxes. Por uma desobediência, ele manda embora sua mulher Vasti (Astin no grego), abrindo assim o caminho para a escolha de Éster, uma órfã hebréia, que se tornará rainha no lugar de Vasti.
Neste ínterim, explode um conflito entre o primeiro-ministro Amã e o judeu Mardoqueu, que não quer se ajoelhar na frente dele.
Amã decide punir Mardoqueu e destruir todos os judeus do reino.
A intervenção de Éster, perante o rei, desmascara o plano perverso de Amã, que é enforcado, e Mardoqueu fica no lugar dele.
Os judeus são autorizados a se defender e derrotam seus inimigos, matando 75.000 pessoas.
A vitória dos judeus passa a ser festejada por uma grande festa que é chamada dos Purim, e que deverá ser celebrada para sempre.

Há dois textos no Livro de Éster um hebraico outro grego.

O livro de Éster tem dois textos: um, mais antigo e mais breve, redigido em hebraico; outro redigido, mais tarde, em grego.
O que está em grego não é uma simples tradução do texto hebraico. Entre os dois textos não existem somente pequenas diferenças literárias insignificantes, ou só uma diferença de tamanho, devido aos acréscimos gregos.
O texto grego faz uma transformação completa de enquadramento e de impostação do texto hebraico.

Será que aconteceu mesmo?????
Podemos dizer que o livro de Éster não relata um fato acontecido realmente, pelo menos não do jeito que o livro conta. Mesmo que o autor conheça muito bem a geografia de Susa e do império e esteja por dentro da maquina administrativa do palácio, aparecem algumas afirmações totalmente fora da realidade.
Senão Mardoqueu teria mais de cem anos e Éster pelo menos setenta a oitenta, longe de ser uma moça lindíssima que cativa o rei.
Nunca na historia dos persas se fala de rainhas com os nomes de Vasti ou Éster.
É muito improvável que os judeus tenham exterminado 75.000 homens (no grego 15.000) sem que nada tivesse acontecido; como também é improvável que o rei persa tenha autorizado o massacre dos judeus, sendo que a política deles sempre foi extremamente favorável a este povo.
Isto não quer dizer que seja mentira, ou pura ficção de novela. Os autores sagrados não são jornalistas preocupados em relatar os fatos ocorridos. Muito mais do que isso, eles se preocupam em animar a caminhada e a fé do povo.
Eles querem ajudar o povo a se posicionar no lugar verdadeiro, a fazer escolhas verdadeiras, a encontrar o verdadeiro rumo da historia, alimentando assim a verdadeira esperança que nunca será iludida pelas falsidades do mundo.
Eles querem dar respostas verdadeiras às verdadeiras perguntas do povo: a verdade não é um fato acontecido, mas uma resposta que mostre o caminho certo e não leve o povo “probrejo”.

Estrutura do livro

Vv. 1,1a.-1r - Prólogo
Vv. 1,1-2,18 – Os banquetes dos poderosos = dominação de Assuero
Vv. 2,19-4,17z – Conflito entre Amã e Mardoqueu
Vv. 5,1-7,6 – a semana dos ázimos
Vv. 7,7-8,14 – as sorte de Mardoqueu e de Amã
Vv. 8,15-9,19 – a festa da libertação

Apêndices: 1. A festa dos Purim ( 9,20-32)
2. Conclusões ( 10, 1-3)


Comentários

O livro de Éster nos dá uma rápida visão da grandeza e da força da dominação persa: 127 províncias, várias capitais, um luxo desmedido, uma abundância excepcional.
A estrutura imperial é muito bem organizada: ministros, cortesãos, generais, homens da lei, astrólogos, conselho dos senhores, vice-rei, governadores da províncias, sátrapas, escribas...todos eles articulam a máquina administrativa e política do império.
A riqueza do palácio é impressionante: festas, banquetes, ouro, marfim, tecidos finíssimos, comida e bebida em abundancia.
Debaixo de todo este esplendor, porém, estão presentes abusos, autoritarismo, ambição, descontentamentos, revoltas, ameaças de atentados à própria vida do rei.
Dentro deste majestoso império, que abrange praticamente o mundo então conhecido, da Índia até a Etiópia, vivem, espalhadas, pequenas comunidades de judeus.

O banquete da comunidade
O encontro que realizei foi muito bom, pois houve uma grande participação, tentei trabalhar mais com a palavra banquete, onde a mulheres contribuíram muito, porque foi lembrado a maneira que se deve realizar um banquete, um jantar, um almoço, lembrei como muitas vezes se fazem banquetes enormes para se ter alianças políticas, se gasta milhões para realizar banquetes enormes, tudo para se ter uma política de alianças ou toma lá daqui, e senão tiver um banquete não se projeta nada, perde-se o valor de banquete onde todos sentam e ficam alegres, contentes, por estarem unidos.
Uma das mulheres que estava no encontro dona Rosa, pediu a palavra e disse que a palavra banquete lembrava ela da missa, onde nós ceiamos juntos, ela lembra que quando casada com Antonio ceiava todo domingo, mas agora que está unida com o João não pode porque o padre não deixa, sei que este não era só a dona Rosa que estava proibida de ceiar, pois sabia que havia mais mulheres com o mesmo caso.
Enfim, todos falaram um pouquinho do filme e do livro, coloquei acima o que mais tocou no encontro, onde a realidade local é muito precária, mas o povo sabe muito, e temos muito a aprender com eles.

Um comentário:

Danilo Fernandes disse...

Ola Roberson e Marcos!

Outro dia vi o link do seu blog e vim conhecer. Parabéns pelo excelente trabalho virtual. Hoje me tornei seu seguidor. Aproveitando, quero convidar-lhe para conhecer o Genizah um blog de apologética cristã, notícias e humor. Contamos com um time de editores e colaboradores diversificado e inteligente.

Esperamos você por lá e, se gostar, acompanha a gente!

Um abração, do seu mais novo leitor,

Danilo Fernandes

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