24 de outubro de 2009

A filosofia no ensino médio: ambigüidades e contradições na LDB


Muitos educadores, filósofos e sociólogos, ao se depararem com o art. 36, §1o, inciso III da lei n. 9.394/96 das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no qual se afirma que ao final do ensino médio os educandos devem demonstrar “domínio dos conhecimentos de filosofia e de sociologia necessários ao exercício da cidadania”, têm a impressão de que essas disciplinas deverão ser agora introduzidas obrigatoriamente no currículo. A nova LDB realmente torna obrigatórias as disciplinas de filosofia e sociologia? Em que sentido?

Com base em questões desta natureza, o autor empreendeu uma pesquisa para o mestrado em educação, que resultou no presente livro e que se destina a analisar e refletir a respeito do espaço da filosofia no currículo do ensino médio a partir da LDB/96.

Apresenta, inicialmente, um breve histórico da presença/ausência da filosofia na educação escolar brasileira desde o período colonial até os dias atuais. Em seguida discorre a respeito do caráter inócuo da presença da filosofia na educação básica a partir da promulgação da LDB/96 e dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e Ensino Médio (PCNs) e os Temas Transversais. Depois, discute as razões que justificam a inclusão da filosofia no ensino médio, e, finalmente, discute algumas iniciativas e projetos em andamento atualmente a favor de uma introdução real e não fictícia da filosofia neste nível de ensino.

Apoio: Fapesp

SOBRE O AUTOR

Dalton José Alves

Nasceu na cidade de Rondon-PR. É mestre e doutorando em educação, na área de filosofia e história da educação, pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É graduado em filosofia, tendo primeiro concluído o bacharelado em filosofia pela PUC-Campinas e depois a licenciatura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atua como membro da diretoria na Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficas do Rio de Janeiro (SEAF-RJ), entidade com 25 anos de existência comprometida com a filosofia e o ensino da filosofia na educação básica e com a pesquisa filosófica de modo geral.

Um comentário:

Ana Lúcia Porto disse...

Creio que seja uma boa idéia. Talvez ajude a despertar a educação nas escolas, por meio da reflexão e, consequentemente, da atividade e criatividade.
Beijos,