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20 de agosto de 2008

Livros didáticos públicos

A rede de estadual de educação do Paraná lançou recentemente, livros didáticos de todas as disciplinas incluindo é claro filosofia e sociologia. Os textos disponibilizados poderão ser lidos on-line ou impressos e seu conteúdo utilizado em sala de aula.Você poderá, também, enviar seus comentários pelo Fale Conosco, inclusive sobre a sua experiência de utilização do livro. Desta forma, estará contribuindo com a construção de uma educação pública de qualidade.Lembramos que os livros impressos já foram distribuídos para o ano letivo de 2007 e 2008 para todos os alunos das escolas públicas de Ensino Médio do estado do Paraná.



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13 de agosto de 2008

Filosofia e Sociologia nas escolas só no papel

Filosofia e Sociologia nas escolas – só no papel A lei que obriga as disciplinas de filosofia e sociologia no currículo de educação básica das escolas estaduais tem aplicabilidade falha no estado por falta de profissionais.Por Ellen PaesGabriela Duarte. A procura de profissionais de filosofia e sociologia ainda é muito pequena.A aplicabilidade da nova lei que obriga a inclusão das disciplinas de filosofia e sociologia no currículo de educação básica de todas as escolas estaduais brasileiras caminha a passos lentos no estado.
Os profissionais formados nessas áreas são insuficientes para a quantidade de escolas, segundo a sub-coordenadora de Organização e Inspeção Escolar da Secretaria de Estado da Educação, Maria Auxiliadora da Cunha Albano.

Apesar de ainda não ter números precisos a respeito dessa insuficiência, ela afirma que a aplicabilidade da lei tem passado por grandes dificuldades no Rio Grande do Norte.
Realidade que, segundo ela, deve estar pior que a do Brasil - ontem foi divulgada uma pesquisa que indica que a quantidade ideal de profissionais para aplicar a lei no Brasil, deveria ser 20 vezes maior que a atual.
São mais de 31 mil profissionais em todo o território nacional, mas apenas 23% tem formação específica.

“Logo que saiu um parecer falando da obrigatoriedade de inclusão dessas disciplinas, em 2006, já havíamos aberto concurso público para esses profissionais, mas a procura foi muito pequena.”
Por essa razão, a sub-coordenadora explica que em 2007 solicitou ao Conselho Estadual de Educação o respaldo para que profissionais de outras disciplinas pudessem ministrar filosofia e sociologia.

A licença foi concedida a profissionais das áreas de Pedagogia, Ciências Sociais e História, desde que tenham cursado um mínimo de 60 horas das disciplinas e por um prazo máximo de cinco anos, até que a situação se normalize.
“Mas agora com a lei que vigora desde o junho deste ano, a obrigatoriedade passou a ser para todas as séries do ensino médio e dificultou ainda mais, porque se antes, que era para apenas uma das séries, já não havia profissionais, imagina agora?”, questiona.

No momento, a secretaria está reformulando a matriz curricular para adaptar a nova lei e incluir as disciplinas em todas as séries do ensino médio, de acordo com a legislação.
“Não há profissionais suficientes nem para as três cidades onde são ofertados os cursos de filosofia e sociologia, como Natal, Mossoró e Caicó.”
Para ela, trata-se de uma questão cultural. “Precisamos forçar as universidades a oferecer mais vagas para esses cursos e mostrar à população a importância deles”, diz.

Caso em cinco anos essa situação não seja solucionada, Auxiliadora Albano adianta que será obrigada a pedir prorrogação ao conselho para continuar ofertando as disciplinas com profissionais não especializados e continuar cumprindo a lei - da forma que é possível para a realidade de cada local.

21 de julho de 2008

Brasil precisa de professores de filosofia e sociologia

São Paulo - O Brasil precisa de 15 vezes mais professores de filosofia e 40 vezes mais de sociologia para que todas as escolas de ensino médio passem a ter aulas das duas disciplinas. A obrigatoriedade foi instituída por lei no mês passado, depois de um debate que durou décadas. Estudo feito pelo Ministério da Educação (MEC) mostra a dificuldade que as escolas terão para se adaptar à nova legislação. Além da falta de docentes dessas áreas, há ainda material didático insuficiente e poucos estudos sobre um currículo atual de sociologia e de filosofia.

Hoje, o País tem 20.339 professores de sociologia atuando nas escolas; no entanto, só 12,3% deles (2.499) são licenciados na área. O restante se graduou em áreas como história, geografia e português. Em filosofia, o número atual é de 31.118, sendo 23% (7.162) com a licenciatura específica. Isso porque há estimativas de que 17 Estados já tenham aulas dessas disciplinas em pelo menos um ano do ensino médio. Segundo o estudo do MEC, a demanda em cada uma das disciplinas é de 107 680 professores.

O levantamento mostra também que a quantidade de graduados nas duas áreas nos últimos cinco anos, independentemente da opção por dar aulas ou não, está longe de cobrir o déficit. Foram cerca de 14 mil em filosofia e 16 mil em sociologia. "Não haveria professor suficiente nem para ter apenas um por escola", diz Dilvo Ristoff, autor do estudo e diretor de Educação Básica Presencial da Capes/MEC, órgão que agora cuida também da formação de professores no País. São 24 mil escolas de ensino médio no Brasil.

A lei de junho retificou essa decisão e exigiu que sociologia e filosofia integrassem o currículo dos três anos do ensino médio, o que complicou mais ainda a situação.

4 de junho de 2008

Filosofia e sociologia passam a ser obrigatórias no ensino médio

O presidente da República, em exercício, José Alencar, sancionou nesta segunda-feira no Palácio do Planalto, a lei que torna obrigatório o ensino das disciplinas de sociologia e filosofia nas escolas de ensino médio, públicas e privadas. A lei foi aprovada primeiro na Câmara, onde o projeto começou a tramitar em 2003, e no dia 8 de maio deste ano, no Senado.
Para tornar obrigatório o ensino de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio, o Congresso Nacional alterou o artigo 36 da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação). A obrigatoriedade, segundo a lei, entra em vigor a partir da sua publicação no "Diário Oficial" da União.
A inclusão de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio não é novidade para os sistemas estaduais. Em 21 de agosto de 2006, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou uma resolução orientando as redes estaduais de educação, que são responsáveis pelo ensino médio, sobre a oferta das duas disciplinas.
A Resolução nº 4 de 2006, da CNE, ofereceu aos sistemas duas alternativas de inclusão: nas escolas que adotam organização curricular flexível, não estruturada por disciplinas, os conteúdos devem ser tratados de forma interdisciplinar e contextualizada; já para as escolas que adotam currículo estruturado por disciplina, devem ser incluídas sociologia e filosofia. A resolução deu aos sistemas de ensino um ano de prazo para as providências necessárias.